
A
chegada do novo Ano foi diferente para o Bispo Betão que foi enviado,
junto com sua esposa e filhos, para Angola, onde comanda as igrejas
Renascer no país. A família passou o primeiro Culto da Virada no país
africano ao lado de 20 pessoas da igreja. Pela Internet, todos
acompanharam a transmissão do culto ao vivo, dirigido pelo Apóstolo
Estevam e pela Bispa Sonia.
Segundo
o Bispo Betão, os costumes da passagem de ano em Luanda, capital da
Angola, são diversificados. A cidade tem cerca de 5 milhões de
habitantes, o que torna Luanda como a terceira maior cidade e língua
portuguesa do mundo, atrás apenas do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Pela tradição, as pessoas vão às praias assistir a queima de fogos. Há
também muita feitiçaria na passagem de ano. "As comidas mais comuns são
as galinhas de Angola, e os cabritos assados. Existe um prato chamado
Funge, que parece com o pirão que é feito à base de fubá de milho ou
mandioca e substitui o arroz", detalha o bispo.
Obra social
O
bispo conta ainda que o povo angolano gosta muito da música brasileira,
e os CDs do Renascer Praise são vendidos nas livrarias evangélicas da
cidade. Como parte da obra social da igreja, no final de 2009 a
Renascer Angola distribuiu mais de 1000 brinquedos em orfanatos,
presídios e instituições que cuidam de crianças acusadas de feitiçaria.
"É um fenômeno que tem causado sofrimento, tortura e morte em centenas
de crianças, e nós como Igreja estamos ajudando o governo, por meio do
comitê intersectorial de luta contra a feitiçaria", explicou o Bispo
Betão.
Em
dezembro o Bispo Betão participou de uma reunião com 16 sobas, os donos
hereditários das terras, que guardam por gerações os segredos da
feitiçaria. O bispo contou que o governo angolano está buscando ajuda
para identificar o fenômeno e caracterizar os crimes por causa das
mortes. O trabalho da igreja tem sido intenso nessa questão. "Os sobas
ouviram a palavra ministrada e receberam Bíblias e orações. Eles se
dispuseram a apoiar a expansão da igreja nas províncias e cidades em
todo o país", disse o bispo.
Para
o Bispo Betão, que chegou a Angola há quatro meses, a expectativa para
o Ano Apostólico de Pedro no país é de "anunciar a libertação ao povo e
às crianças, ligando na terra e no céu o tempo de vitórias contra as
forças do inferno".